Planejamento financeiro: guia completo para suas finanças pessoais
O planejamento financeiro envolve a organização do quanto você ganha, seus gastos e projetos futuros para conseguir atingir suas metas. Muitas pessoas só se dão conta da necessidade de planejar sua vida financeira quando já têm dívidas.
Cuidar das finanças, no entanto, é algo que deve fazer parte do dia a dia de todos, independentemente das condições financeiras ou sonhos. Nesse guia, vamos explicar o motivo para começar a pensar nisso e as técnicas para montar o seu planejamento.
Por Pagou Fácil

- O que é planejamento financeiro?
- Qual é a importância do planejamento financeiro?
- Como fazer um planejamento financeiro?
- Quais são os tipos de planejamento financeiro?
- Principais erros na hora de realizar um planejamento financeiro
- Ferramentas de planejamento financeiro
- Como o planejamento financeiro pode ajudar a atingir seus objetivos?
O que é planejamento financeiro?
Planejamento financeiro é, basicamente, o processo de organização de suas finanças para alcançar objetivos de curto, médio e longo prazo. Já pensou em um plano que ajude você com suas receitas, planejamento de despesas, investimentos e a negociar dívidas de maneira eficaz?
Esse é o real intuito, além de estabelecer metas para conquistar sonhos como a casa própria, aquela viagem para um país almejado ou aquele curso para alavancar sua carreira.
Qual é a importância do planejamento financeiro?
O planejamento financeiro é aquele tipo de coisa que, quando se faz, não dá para viver sem. Afinal, quando é bem feito, dá a visibilidade de um caminho claro para alcançar as metas financeiras e conquistar sonhos que seriam inimagináveis sem educação financeira.
A famosa reserva de emergência, quando se cria um fundo para imprevistos, deve ser a prioridade de um planejamento financeiro, garantindo que o inesperado não bata à porta com você sem nenhum dinheiro na conta.
Basicamente, o planejamento financeiro resulta em uma vida financeira saudável e sem grandes preocupações, seguindo os princípios de uma boa psicologia financeira.
Como fazer um planejamento financeiro?
Agora que já sabemos sobre sua importância, você deve estar se perguntando se há um passo a passo claro para começar um planejamento financeiro. Boa notícia: tem sim! E já reunimos abaixo para você.
1. Avalie sua situação financeira atual
O primeiro passo para um planejamento financeiro eficaz é entender a situação financeira e o contexto atual sobre seu patrimônio. Quais são suas fontes de renda? Quais são as despesas fixas e variáveis?
Essa análise ajuda a identificar onde você está gastando mais do que deveria e onde pode economizar. Com isso, cria-se uma base sólida para seguir adiante na organização da sua vida financeira.
Além disso, é importante começar um curso de educação financeira para trazer mais conhecimentos nessa primeira etapa.
2. Crie um orçamento
O próximo passo é criar um orçamento, que nada mais é do que um plano detalhado sobre os gastos em diferentes categorias, como aluguel e contas, alimentação, lazer, educação, entre outras.
Aqui vai uma dica muito importante: estabeleça metas para cada categoria e ajuste seu orçamento pessoal conforme necessário para garantir que o dinheiro dê conta e, ainda por cima, sobre para investir.
3. Estabeleça metas financeiras
Saber aquilo que quer conquistar é essencial para um bom planejamento financeiro. Anote as suas metas, se é um plano para curto, médio ou longo prazo e quanto precisa poupar para isso. É necessário ser realista ao delimitar esses objetivos, considerando o tempo disponível e quanto consegue poupar por mês.
A partir disso e com base na sua realidade financeira atual, pode se programar para guardar um valor por mês, pensando em montar essa reserva em vez de pagar um valor alto de juros ao financiar um bem de alto valor, como um carro ou uma casa.
Nesse ponto, vale destacar a importância da educação financeira para entender conceitos como cálculo de juros, que fazem toda a diferença na hora de considerar uma compra a prazo, assim como investimentos, liquidez e outros conceitos presentes no mundo financeiro.
4. Aplique estratégias de corte de gastos
Para quem quer começar a guardar dinheiro, mas tem o orçamento apertado, o primeiro passo é rever os gastos mensais. Assim, analise a fatura do cartão de crédito e o extrato bancário e, se possível, planilhe os seus gastos, dividindo em categorias, como:
- despesas fixas (aluguel, educação, combustível ou transporte);
- despesas variáveis (contas de luz, água, internet, gás e supermercado);
- dívidas em aberto;
- custos com alimentação eventual, como pedidos de refeições prontas, lanches, entre outros;
- entretenimento (streaming, assinaturas de jogos).
A partir desse levantamento, defina onde é possível economizar. Por exemplo, se você tem assinatura de 4 serviços de streaming e não consegue assistir mais do que uma vez na semana, considere a possibilidade de reduzir ou buscar planos compartilhados.
O mesmo vale para outros gastos, como alimentação fora do lar ou pedir refeições por aplicativo. Se isso se torna uma rotina, pode fazer uma diferença grande no fim do mês. Uma forma de reduzir essa despesa é planejar as refeições e deixar opções prontas e congeladas, que facilitam a rotina para quem chega cansado depois do trabalho.
5. Inclua a poupança e os investimentos
Outro ponto importante para a saúde financeira é montar uma reserva financeira para emergências e investir para o futuro, seja para comprar algum bem, seja para ter um dinheiro guardado quando se aposentar.
O ideal é criar o hábito de separar um valor mensalmente para essa finalidade. A depender da sua realidade financeira, pode começar com um valor menor e, quando possível, aumentar o percentual para 10%, 20 ou 30% do que ganha.
Também é importante pesquisar sobre investimentos para escolher aquele com melhor rendimento, seja pré, seja pós-fixado. Ainda, analise se o investimento permite o resgate imediato ou se tem um prazo mínimo de permanência, caso precise usar para uma emergência.
6. Monitoramento e ajustes
Depois disso, será preciso criar o hábito de monitorar suas finanças regularmente. Será que o caminho desenhado anteriormente está sendo mantido? Esse deve ser o principal questionamento nesta etapa. Acompanhe seus gastos, adote hábitos de consumo consciente, compare-os com o orçamento e faça ajustes quando for necessário.
Quais são os tipos de planejamento financeiro?
Para se planejar financeiramente, há algumas maneiras que dependem do momento e de cada situação.
Planejamento financeiro pessoal
Voltado para as necessidades financeiras individuais, esse tipo de planejamento envolve o pensamento para a criação de um orçamento, com uma gestão financeira pessoal das dívidas, dos investimentos e dos recursos garantidos para a aposentadoria.
Aqui, o que vale são os objetivos de cada um, sem considerar a família, cônjuges e afins. Mesmo para quem vive com outras pessoas, pode ser importante ter um planejamento próprio.
Planejamento financeiro familiar
Agora para o ambiente familiar, o planejamento financeiro não só é recomendado como se faz praticamente uma necessidade. É a organização pessoal acrescida da organização de outras pessoas da casa, o que torna a atividade mais complexa.
Aqui, o planejamento envolve a administração conjunta do que entra e do que sai de dinheiro, além de considerar grandes despesas pela frente, como educação dos filhos, a compra de uma casa e a preparação para emergências.
Diferentemente do pessoal, é importante considerar neste tipo de planejamento as necessidades e metas de todos os membros da família e criar uma unidade de plano, abarcando tudo em uma só organização financeira.
Planejamento financeiro empresarial
Pensado especificamente para CNPJs, a gestão das finanças de uma empresa envolve um nível de complexidade muito maior e, obviamente, demanda conhecimentos mais detalhados de administração, como controle de orçamento, fluxo de caixa, planejamento tributário e estratégias de investimento.
O objetivo é parecido com o de uma família, porém, aqui o importante é manter a empresa sempre com uma gestão eficiente e buscando maximizar os lucros e os retornos sobre os investimentos feitos ao longo da jornada empresarial.
Principais erros na hora de realizar um planejamento financeiro
Um dos erros mais comuns ao fazer um planejamento de finanças é não ter a exata noção de quanto ganha e quanto gasta. Isso é muito comum, sobretudo para aquelas pessoas que trabalham por conta própria e não têm uma data fixa de recebimento.
Usar uma planilha ou aplicativo para lançar as entradas e saídas é uma boa forma de organizar e saber para onde está indo o seu dinheiro. Dessa forma, pode entender onde está gastando mais e quanto consegue poupar por mês.
Fora isso, o uso do cartão de crédito sem critérios é outro fator que impacta no planejamento financeiro. Isso porque você pode gastar mais do que ganha e, se não conseguir pagar a fatura integral, forma-se uma bola de neve.
Montar uma reserva de emergência e planejar as compras de itens de maior valor é a melhor maneira de se ver livre desse problema.
Ferramentas de planejamento financeiro
Na internet, há várias ferramentas e recursos disponíveis que podem ajudar no planejamento financeiro. Os aplicativos de gerenciamento financeiro, que podem ser baixados nas lojas virtuais dos smartphones, permitem acompanhar os gastos, muitas vezes de forma automática e com um layout simples e convidativo.
Para aqueles que são mais avessos à tecnologia, o bom e velho caderninho de anotações é sempre muito bem-vindo. O importante é manter-se no controle dos seus gastos.
Como o planejamento financeiro pode ajudar a atingir seus objetivos?
Ter um planejamento financeiro pode ser trabalhoso no início, mas é uma ferramenta eficaz para ter tranquilidade no futuro e conseguir conquistar seus objetivos, como:
- a casa própria;
- comprar um carro;
- fazer uma viagem;
- guardar dinheiro para uma aposentadoria tranquila.
O esforço inicial para colocar tudo na ponta do lápis traz como recompensa mais autonomia, além da sensação de realização ao conseguir adquirir algo que sonhava há muito tempo.
Essa é uma prática que deve ser incentivada desde cedo. Assim, quando os pais começam o planejamento, devem ajudar os filhos a entender sobre os primeiros conceitos e a guardar dinheiro — ainda que sejam algumas moedas em um cofrinho. Dessa forma, a próxima geração enfrentará menos problemas com inadimplência.